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gente, mas quando isso vai acabar?

eu preciso ter muita paciência comigo. eu sei disso. estou bem feliz com algumas realizações. as aulas da pós tem me feito super bem. focada. feliz em voltar a estudar o que gosto. crises tem aparecido com um pouco mais de frequência mas eu preciso ter paciência pq ela sempre passa. as vezes sinto dores que me questiono se é mesmo tensão muscular da ansiedade ou se é algo mais grave. esses dias eu tava muito convencida que estava com sinais de trombose. não é um coisa irreal já que tomo AC. enfim. vou seguindo.

one more day

exatos um mês depois. tô eu aqui de novo pra reclamar da ansiedade. eu tenho medo de depois dessa loucura ela ficar mais intensa e mais dificil de lidar eu sempre optei só pela psicoterapia e era resistente sobre psiquiatria  mas tenho repensado.  hoje foi dia de sentir dores no corpo. dor no peito. que não passa sensação de sumir. é bizarro. aí eu lembro que essa praga vai mesmo me perseguir pela vida toda. e eu fico chateada, sabe. pq eu estava bem. de verdade. minha mãe há umas semanas ficou mal da ansiedade tbm. e consegui lidar bem com isso hj já não consigo lidar comigo. seilá. seilá. e antes dessa doidera. eu tinha a sensação de, mesmo com as crises pontuais, ter o controle da intensidade. durava umas horas e passava. hoje, já tenho medo dessa dor no peito me levar pra algo sem volta. até pra isso eu preciso ter paciência. ... ... ... e ontem eu tava bem boazinha. arrumei casa estudei cantei tava feliz. no final do dia me deu uns sintomas e pá. hj to aqui tendo que lida...

mais uma semana de quarentena

6 dias que a mãe da minha melhor amiga faleceu nossa, como me abalou. um banho de água fria. um choque no corpo. um soco no estômago. surreal. a ficha cai. não tenho como mensurar o tamanho da dor que ela deve estar sentindo. é tudo muito estranho.  daqui, a gente vai tentando se distrair como pode. cada um parece ter um hobby pra manter a saúde mental bem. felipe fica queitinho no canto dele. faz sua dieta, lê livros, vê filmes e dá aula online. nas horas vagas traz boas reflexões pra gente falando sobre a bosta do governo no presidente papai só existe. vai alguns dias da semana pro trabalho. é ele quem traz as péssimas noticas de quantos sepultamentos teve no cemitério (ele é coordenador do jardim da saudade). sua distração é soltar pipa com douglas, montar bicicletas e caçar problemas na casa para inventar gambiarras inteligentes mas com péssimo acabamento (risos). mamãe é eu. hora rimos, hora surtamos, ora choramos, hora rimos de novo, hora surtamos de novo. pega seu solzinho m...

quarentena seila que dia

PQP me chama de qualquer coisa. mas não me chama de chata. não me chama de criança. eu dormi bem. tive um noite excelente.  logo pela manhã chegou o presente de minha mãe mas quem recebeu foi ela. ela deixou na minha porta e eu fiquei chateada pois não queria ter feito ela receber. mas eu não tinha ouvido. ja nem imaginava que chegaria a tempo lamentei o que ocorreu. ja que em uma conversa com ela ela havia me dito que "não quero presente, quero todos bem em casa, evitar receber coisas" e aconteceu justamente o contrario, sabe? limpei a embalagem falando isso e tenho que ouvir do douglas VOCE ESTA SENDO CHATA, CHATA CHATA CHATA CHATA esse chata ecoou na minha cabeça como tiros no meu coração. O QUE EU ESTAVA FAZENDO PRA SER CHAMA DE CHATA , assim, gratuitamente na minha frente. EU não pedi pra ele ficar ali na minha frente, não pedi pra me ajudar a higienizar a embalgem, não pedi pra me ouvir. eu só estava ali na minha varanda chateada com a situação mas eu tava BEM, EU TAVA ...

quarentena 4

estamos todos aqui em casa (leia-se quintal) determinados a ficarmos bem mentalmente. ninguém verbalizou isso, mas demonstramos isso com gestos, palavras e atitudes. aqui pela casa, tudo segue tranquilo. douglas fazendo algumas reformas, indo trabalhar só 1x na semana. meu pai indo no máximo duas, minha mãe e meu irmão dando aulas onlines. e eu tô por aí vagando pela casa fazendo tik tok, "determinada a ficar bem mentalmente". fora essa tranquilidade. vejo minha prima internada, precisando de oxigênio, a mãe de uma de minhas melhores amigas sendo atendida em situações precárias, precisando de muita saúde, amigos próximos enterrando entes. assim tem seguido a vida. estamos bem, mas se pensarmos muito, a gente já não tá tão bem assim. sobre mim, é exatamente isso. bem mas não tão bem. nem crises nem surtos nem gargalhadas.

quarentena 3

tenho me sentindo mais culpado do que o normal estou feliz pq estamos nos distraindo reformando o quarto. mas angustiada pq pra mim, já está ótimo. o que tiver que fazer depois, faríamos quando tudo voltar ao normal (na medida do possível). mas Douglas é muito aventureiro, talvez até um pouco destemido. o que me irrita e me preocupa. sempre inventa coisas novas e acaba saindo pra comprar algo. eu sei que ele não é inconsequente e está tomando os cuidados. mas não é pra sair. é pra ficar me casa. e aí  me angustia pq moramos em casas separadas dos meus pais e avó, mas está todo mundo no mesmo terreno, teoricamente. e isso expõe a todos. me sinto culpada caso eu seja assintomática e eles pegarem. e eu não consigo ficar distante deles. me enlouquece só de imaginar. mas hoje, tomei uma decisão. vou conversar sério com Douglas. se ele se negar a não sossegar, vou e afastar dos meus pais, separar nossas entradas e seguir assim. não quero carregar mais um peso de culpa. não é justo ...

quarentena 2

já surtei. se eu contasse como foi meu surto. as coisas que pensei. olha, deixa pra lá. vou falar de hj. ontem, foi meu aniversário. sou hipocondríaca real. nessa quarentena já inventei zilhões de doenças. a última foi vaginite e dor no nervo ciático. passei o meu aniversário assim: com dor. mas feliz. estava perto da minha família, que fizeram de um tudo para me ver bem. churrasco gostoso e de noite bolinho e salgadinho com umas jogadas de dominó. senti falta, claro, dos meus amigos. agora, estou aqui... aproveitando que douglas esta na sala para escrever. angustiante tudo isso. um mês e alguns dias sem sair de casa, os casos começando a se tornar mais perto. números virando nomes. é desesperador. terrível. tenho medo. medo real. não só por mim, mas pelas pessoas que me cercam. por todos, por até que não conheço. é tudo muito, muito bizarro. pra quem sofre de ansiedade, deve tá sendo um peso a mais nas costas. ter que lidar com o físico e o mental. e todo vez que lei...