Nota 6


VI

Já acordei cedo e fui com minha mãe ao médico. Metrô cheio. Me senti um pouco irritada, mas consegui me tranquilizar. Fomos ao médico de rotina, mastologista, que vamos duas vezes ao ano. Eu já retirei um nódulo benigno e por isso, é pedido que eu fique me monitorando.

Pra ser sincera, apesar de o transporte ser caótico, eu tenho saudades da época da faculdade em que minha vida era São Cristóvão, ir no centro do Rio comprar alguma coisa pro projeto e chegar em casa depois das 17 h. Hoje parece tudo muito morno na minha vida. Sinto saudades do caos.

Há um ano, minha vida era completamente diferente. Eu vivia agitada, ainda era noiva, tinha mil e uma coisas pra me ocupar. Hoje, bem… Hoje estou casada (não tenho do que reclamar em relação a isso). Mas me sinto só. Passo muito tempo sozinha. A frustração do desemprego, de não ter conseguido O emprego, a tarefa do lar ser minha responsabilidade porque sou eu que fico em casa, sabe, não foi isso que eu planejei pra mim.

Enfim, após a consulta. Fomos no Botafogo Praia Shopping. Decepção porque o grande barato do shopping era o terraço que tinha uma vista linda da praia. Porém, o terraço estava fechado pra obras.
Almoçamos um combinado de comida japonesa. Delicia! Aliás, estar com a minha mãe em qualquer lugar é ótimo. A gente sabe dialogar, se curtir, rir… Gosto bastante.

Agora de noite, fiz a tarefa que minha terapeuta pediu há duas semanas e eu estava procrastinando. Um painel de imagem como plano de vida daqui uns 5 anos.

Depois que terminei, me veio aquela sensação esquisita da ansiedade. Tontura, olhar fixo, falta de ar, sensação que vou cair. Por sorte, meu marido chegou neste exato momento! Me fez rir e esquecer que eu estava “caindo”.

Me lembrei também que faz uns dias que não tenho um tempo que separo para conversar com Deus. Me sinto culpada por isso também.

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